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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Qualidade de vida é semelhante na pré e na pós-menopausa

O ginecologista Alexandre Faisal conta, em seu blog, que uma pesquisa realizada na Região Sul do país com 236 mulheres entre 40 e 65 anos avaliou a qualidade de vida da brasileira após a menopausa. De acordo com Faisal, sintomas como ondas de calor incomodavam cerca de 40% das entrevistadas, enquanto a qualidade de vida era semelhante entre os grupos estudados. "É bem verdade que o grupo pré-menopáusico tenha se queixado mais de sintomas psicológicos, enquanto o grupo pós-menopáusico reclamava mais de sintomas somáticos, incluindo aí as queixas urogenitais", explica o médico.

A conclusão dos pesquisadores, relata Faisal, é de que a qualidade de vida não é influenciada pelo estado menopausal (pré ou pós-menopáusico), e os sintomas têm explicações. "Após o fim das menstruações, as ondas de calor e a vagina ressecada decorrem da falta do hormônio feminino: o estrôgenio. Já para as mulheres pré-menopáusicas, a maior severidade dos sintomas psicológicos pode estar relacionada à maior preocupação acerca da menopausa e suas implicações para saúde. Para quem acha a menopausa uma fase complicada de entender, esses resultados mostram exatamente o contrário", diz Faisal.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Aumenta média de idade das mulheres que engravidam

Interessante o post escrito pelo ginecologista e obstetra Alexandre Faisal em seu blog, sobre o aumento da idade média das mulheres que engravidam. Segundo Faisal, as explicações são múltiplas: "a participação da mulher no mercado de trabalho, mudanças no núcleo familiar, com casamentos mais tardios e separações mais precoces etc. Isto sem contar os avanços da medicina na área da fertilização".

De acordo com o obstetra, o número de mulheres que engravidam após os 44 anos nos Estados Unidos passou de duas a cada grupo de dez mil, nas décadas de 70 e 80, para seis a cada dez mil, em 2005.

"Apesar do número pequeno de mulheres nesta situação há expectativa de que ele possa aumentar, face às enormes mudanças no papel feminino na sociedade atual e aos avanços das técnicas de reprodução assistida", diz Faisal, ressaltanto que, no entanto, os riscos para a mãe e para o bebê não diminuem e o acompanhamento médico da gestação nessa idade tem de ser rigoroso.